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“Paraíso Perdido” – O Drone Como Extensão Criativa de Um Fotógrafo

“Paraíso Perdido” – O Drone Como Extensão Criativa de Um Fotógrafo

Desde há um ano que decidi começar a utilizar um drone como forma de criação fotográfica. Tem sido uma viagem entusiasmante e, acima de tudo, um exercício de liberdade. Se por um lado utilizar um drone em condições adversas se torna num grande desafio, por outro permite fazer imagens que seriam totalmente impossíveis de outra forma.

Em Novembro de 2017 decidi fazer uma viagem fotográfica aos Alpes Italianos, mais concretamente às Dolomites. É um local conhecido pelas suas paisagens de montanha e campos verdes luxuriantes, mas que se transfigura habitualmente a partir do início de Dezembro, ficando coberto por um manto branco de neve.

O início da neve nas Dolomites é muito incerto, e o meu objectivo era, acima de tudo, conseguir capturar as paisagens emblemáticas das Dolomites com o contraste dos pinheiros verdes e dos larícios dourados como fundo, o que só acontece em Outubro-Novembro. No entanto há sempre surpresas em fotografia de paisagem, sendo que não estava de todo à espera de chegar a esta cadeia montanhosa debaixo de um enorme nevão, que rapidamente pintou de branco toda a paisagem antes do esperado!

A enorme quantidade de neve obrigou a algumas mudanças de planos, e alguns locais tornaram-se dificilmente fotografáveis a partir de “terra”. A Capela de S. Maurício em Passo Gardena é um óptimo exemplo. Queria fazer uma foto desta lindíssima capela junto à mesma, com as montanhas do Grupo Sella ao fundo. Infelizmente, aquilo que encontrei foi um caminho coberto de neve extremamente mole, que chegava acima do joelho, não permitindo perceber os declives do terreno. Conforme podem ver na imagem abaixo, apesar de tudo ainda decidi fazer o caminho até à capela, curto mas cansativo pela neve e pelos 2136 metros de altitude, onde confirmei que nem valia a pena fotografar ali.

Dji Mavic Pro nas Dolomites, por José Ramos

Percurso percorrido até decidir levantar voo… Sim, sou eu e a minha companheira em baixo à direita!

Felizmente comecei a utilizar esta ferramenta incrível chamada drone, inicialmente um Spark, que me acompanhou à Islândia, e depois um Mavic Pro, que me foi extremamente útil nas Dolomites. Sabendo naquele momento que não seria possível fotografar a partir de “terra”, ocorreu-me imediatamente que aquele era um local ideal para levantar voo e procurar ângulos interessantes com o drone.

Apesar das temperaturas extremamente baixas e dedos congelados, o Mavic portou-se exemplarmente e permitiu tirar fotos bem interessantes e pouco habituais do local. Não foi fácil eliminar os edíficios adjacentes à capela, mas no final fiquei muito satisfeito com várias das composições que escolhi. Para mim este foi um óptimo exemplo de como um drone pode ser uma extensão criativa do trabalho de um fotógrafo, permitindo criar fotos que seriam impossíveis de outra forma. Abaixo podem ver uma das imagens desta sessão, seleccionada por mim para publicação no meu portfólio.

Dji Mavic Pro nas Dolomites, imagem final, José Ramos

“Paraíso Perdido” – Dolomites (2017)

Dados técnicos:

Dji Mavic Pro
Exposição: 1/250 segundos
Abertura (fixa): f2.2
ISO: 100
Freewell Gear ND8/PL

Hp Drones –  by José Ramos

 

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